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O cinza é o novo rosa? O rebranding da marca Boca Rosa

Hoje quero conversar sobre uma mudança que deu o que falar: o rebranding da marca Boca Rosa. Se você acompanha a Bianca Andrade, sabe que o rosa sempre foi uma cor super predominante na marca dela.



Mas agora, ela decidiu adotar uma nova paleta de cores com tons de cinza, nude, preto e branco, deixando o rosa um pouco de lado. Essa transformação levantou várias críticas e algumas reflexões que quero compartilhar com vocês.



Nesse primeiro momento, me parece que a Bianca realmente quis uma mudança drástica para reposicionar a Boca Rosa no mercado. Todos os spoilers que ela soltou intencionalmente apontaram para isso e sabemos bem que ela não dá ponto sem nó.


Num processo de rebranding é totalmente normal sentir a necessidade de mudar radicalmente uma marca para atrair novos públicos ou para nos destacar mais. Mudanças assim podem ser poderosas, mas também geram questionamentos sobre a escolha das cores e o impacto disso na identidade visual.


Vale lembrar que, quando uma marca passa por um processo de rebranding, não se trata apenas de uma mudança visual, mas também de posicionamento. Aqui, nesse artigo, falo um pouco mais sobre isso.

Pelo que entendi da nova estratégia, a marca quer se posicionar com produtos práticos e multifuncionais, características que podem, sim, ser evidenciadas pelas cores mais neutras.



Particularmente, tenho um palpite audacioso de que a Bianca deixou o rosa para trabalhar exclusivamente na paleta de cores de todos os seus produtos, de batom a sombra, blush... explorando todas as profundidades e temperaturas possíveis desse tom.





De toda forma, ainda é cedo para afirmar, pois a marca está na fase de lançamento e com certeza vem muitas novidades por aí. E sim, isso pode ser apenas uma viagem da cabeça de uma estrategista de marcas que até acharia a ideia incrível, mas talvez um pouco limitante no futuro.


Meu outro palpite (e provavelmente o que mais faz sentido) é de que talvez o rosa realmente não tenha sido deixado de lado. A Bianca lançou a nova identidade visual com essa paleta neutra para chamar a atenção, pois sabia que isso iria ser assunto. Em vários momentos, já deu para sentir que o marketing dela tem tudo a ver com o ditado "fale bem ou mal, mas falem de mim". Concordo? Nenhum pouco, mas eu realmente não sou a Bianca, rsrsrs.


Especulações a parte, quando falamos de uma identidade visual, ela vai muito além das cores, pois inclui o logotipo, a tipografia, o estilo fotográfico, os elementos gráficos, e, claro, a aplicação final disso tudo em diversos materiais da marca. Coisa que ainda estamos começando a ter contato após esse rebranding, então é muito cedo para falar de algo que não sabemos.


Outra coisa importante que toda essa situação me fez refletir é que, ao escolher uma paleta de cores, é super importante definir a proporção de uso. E pelo que vi, temos um indício de ques existe a intenção dessa proporção, mas ainda é cedo pra afirmar. Qual vai ser a cor principal? Quais serão as secundárias? Como elas se combinam?





Usar intencionalmente esse poder da psicologia das cores faz toda a diferença na percepção da sua marca. Não apenas em questão do significado de cada cor isolada, mas também do significado que existe na combinação de diversas cores.


É totalmente possível, por exemplo, expressar o amor, sem usar necessariamente o vermelho para isso, do mesmo jeito que cada tom de rosa pode ter um significado diferente que o verde pode ser uma cor que remete a saúde, ao dinheiro ou até mesmo a algo venenoso, se usado junto ao lilás num determinada temperatura. Percebe como essas nuances de cores são muito mais profundas?


Pra mim, existe uma grande chance da Bianca ter tirado o destaque do rosa agora, mas pode ser que ele apareça com mais destaque nas aplicações futuras. Ao mesmo tempo, também tenho visto algumas pessoas defenderem a nova paleta de cores, justificando que agora a Bianca busca um posicionamento mais premium ou mais BOSS, como ela mesmo fala...



Acontece que, além das cores, a percepção de uma marca como premium pode ser explorada de diversas maneiras que fogem do lugar-comum das cores neutras e do clássico preto e branco.

Essa percepção mais premium também pode ser trabalhada nos materiais, acabamentos, qualidade e inovação dos produtos e principalmente na experiência do cliente.

Uma paleta de cores por si só não deveria ter toda essa responsabilidade de comunicar que uma marca é ou não é premium, sabe? Se fosse assim, qual é a marca que não quer ser premium? Já pensou se todas elas fossem preto e branco? Seria um verdadeiro R.I.P. no design...

Ah Ana, mas o visual não influencia? Sim, totalmente! Mas tem muitas outras coisas além da paleta de cores. Por exemplo, a Apple tem o nome de uma maçã e vende tecnologia. E a marca não é vermelha! Isso mostra que a essência de uma marca vai muito além de suas cores ou de seu nome.



Ela conseguiu criar uma identidade que ressoa com inovação, qualidade e design sofisticado sem se limitar a uma representação literal de seu nome ou a cor vermelha de uma maçã. Isso demonstra que a verdadeira força de uma marca está em sua capacidade de transmitir seus valores e sua essência por meio de diversos elementos, não apenas das cores.


No caso da Apple, o uso de uma estética limpa, minimalista e funcional é o que reforça sua mensagem de inovação e tecnologia de ponta, independentemente da cor associada ao seu nome.


E aí, será que a Boca Rosa consegue essa mesma façanha? Vamos ter que esperar as cenas dos próximos capítulos para descobrir!


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